Tico Pereira

 

O mês de maio tem uma nova entrevista. Desta vez falamos com TICO PEREIRA, excelente guitarrista, cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista. Em nossa rápida conversa, ele nos deu vários detalhes sobre sua carreira, seu gosto musical, o lançamento do mais novo material e até mesmo falamos sobre a COVID-19 como interferência em seu trabalho.

Confiram a entrevista e apoiem o nosso Underground. Demais detalhes também podem ser obtidos no Facebook oficial do grupo.

Apreciem, divulguem e prestigiem!

Como começou o seu interesse pela música?

Tico: Na família do meu pai todos tocam alguma coisa. Meu pai é compositor, tenho um tio que toca na orquestra do Rio de Janeiro. Aprendi com meu pai músicas como “Yesterday” (THE BEATLES) e “How Deep Is Your Love” (BEE GEES). Obviamente como todo adolescente rebelde e que não pegava ninguém, eu tomei rumo para o Rock! Era muito tímido e revoltado, então me apaixonei pelo Punk da Califórnia. Tive algumas bandas, mas me encontrei na música instrumental.

Você é multi-instrumentista, correto? Quais instrumentos você toca?

Tico: Sim. Toco violão, guitarra, baixo e bateria. Não sou um grande baterista, mas para o que faço está bom.

Quais suas principais inspirações para compor?

Tico: Meu guitarrista preferido é o Michael Olga do TOY DOLLS. A galera tem me associado a guitarristas do Progressivo como David Gilmour, Trevor Rabin e Steve Hackett. Isso é uma grande honra pra mim e uma injustiça com eles (risos). Aliás, o termo Rock Progressivo me atrai muito. Tento misturar de tudo, mas mantendo minha personalidade doida.

Como começou o seu projeto solo e quais fatores o motivaram nessa criação?

Tico: Eu tinha uma banda Punk onde cantava e tocava guitarra. Cada integrante foi cuidar da sua vida, mas eu quis continuar na música porque é o que mais amo fazer. Vocal nunca foi meu forte e assim me encontrei no instrumental. Nos meus 2 EPs, eu gravei todos os instrumentos. Ou seja: os outros integrantes queriam um futuro…. e eu continuei músico…..



Seu último lançamento foi o EP “City Lights”. Fale um pouco sobre o processo de gravação, lançamento e repercussão deste material.

Tico: "City Lights" tem sido ótimo em todos os sentidos. Fiquei satisfeito com o resultado. Eu sou preguiçoso para gravar, então ao longo de um ano fui compondo gravando. O interessante é que pessoas que não tocam nenhum instrumento curtem as músicas. Normalmente na música instrumental fazemos músicas para músicos. Ainda bem que nesse caso vem sendo diferente.

Recebi uma mensagem no YouTube: “Ouvi sua música vindo trabalhar e deixou minha manhã melhor. Obrigado”. Isso é emocionante e motivador.

Comente sobre o conceito da capa do “City Lights”.

Tico: Quem a fez foi meu amigo da faculdade, Raul Gimenes. Eu já havia feito uma sessão de fotos numa igreja. Gostei do resultado, das cores dos vitrais. Pedi a ele algo que não se parecesse estrela do Rock. Acho essas capas de Rock bregas e blasé. Queria algo divertido e um pouco blasfemo. Antes de lançar a capa eu mandei pra alguns conhecidos pedindo a opinião e eles a classificaram como feia, esquisita. Quando eles falaram isso eu tive certeza de que era isso que queria. Quero tudo louco, esquisito e deformado. A perfeição é um saco, a perfeição é um stories do Instagram.

Covid-19: O que modificou em sua carreira e na concepção de criação de suas músicas?

Tico: Não julgamento. Estamos aqui pra amar e perdoar. Fiquei 18 dias internado, cinco deles em coma. Essa história de se achar o certo, o bondoso, o especial... quando você acha que sabe de algo na vida é que, na verdade, você não sabe de porra nenhuma. Precisamos ouvir, fazer o bem, agradecer o som da manhã. Detesto a filosofia hippie, mas no fundo eles têm razão.

Planos futuros: Quais os próximos passos?

Tico: Voltar a tocar ao vivo. Nada é mais prazeroso. Quero gravar um EP de covers, mas isso vai demorar. "City Lights" é um excelente álbum que quero divulgar por bastante tempo. Quero também me dedicar a guitarra, onde sou bacharel. Fazer parcerias com outros músicos e nunca ficar na zona de conforto. Arte é desafio.

Deixe um recado aos seus fãs e aos amantes da música.

Tico: Obrigado pela oportunidade. Espero vê-los em breve. Me sigam nas redes e curtam as músicas. Se acharem uma merda também não tem problema. Faz parte! Um abraço a todos.

Amor, perdão e felicidade.

Fotos: Arquivo da Banda




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