Mutilator


Iniciamos o mês de março em alto e grande estilo. Para o VIOLENT NOISE é uma honra imensa receber essa banda que é um dos ícones não somente do Metal Extremo nacional, mas até mesmo um grande nome dentro do cenário internacional. Tivemos uma breve conversa com Ricardo, baixista do MUTILATOR, e ele nos falou sobre a trajetória do grupo, a interrupção das atividades, a formação atual e os novos planos da banda.  

Confiram a entrevista e apoiem o nosso Underground. Demais detalhes também podem ser obtidos no Facebook oficial do grupo.

Apreciem, divulguem e prestigiem!

O MUTILATOR foi formado em 85 e finalizou as atividades em 93, retornando em 2018. Por qual motivo interromperam as atividades e como aconteceu a volta do grupo?

Ricardo: Muitas coisas se falam a respeito do final das atividades do MUTILATOR, mas na verdade eu tive um problema renal (nefrite) e, na época, a medicina ainda era pouco evoluída em se tratando dessa patologia. Então eu tive que me desligar da banda por recomendações médicas. Mediante a isso o Rodrigo também se desligou, pois estava com outros projetos. O Kleber e o Magoo reformularam a banda e eles continuaram por algum tempo, inclusive nessa nova formação gravaram o ótimo “Into the Strange”, fizeram alguns shows, mas o Magoo já estava desmotivado com a pegada da banda e queria tocar um som diferente, dessa forma ele resolveu dar um tempo com o MUTILATOR e acabou formando o CHEMAKO. Ficou um longo hiato em relação ao MUTILATOR e acabamos voltando às atividades através de um convite do Igor “Pödrão” que na época produzia o “E aí cara?”, programa muito bacana no YouTube. O MUTILATOR teve uma participação no programa, mas estava parado. Então o Igor fez o convite para mim e para o Rodrigo para voltarmos à ativa para comemoração de aniversário do programa, após esse show não teve jeito, a gente tinha que continuar, afinal essa era uma cobrança que sempre ocorreu com os nossos fãs e a gente também queria muito essa volta.

Como está a formação da banda hoje?

Ricardo: A atual formação da banda conta com: César Pessoa (Guitarra), Igor “Pödrão” (Guitarra), Pedro Ladeira (Vocal), Ricardo Neves (Baixo) e Rodrigo Neves (Bateria). Posso lhes garantir que o MUTILATOR deu o tiro certo, estamos com dois guitarristas muito bons e um vocalista também no mesmo nível. Esses caras deram um gás absurdo ao som da banda.

Vamos falar de sonoridade. O que mudou nesse aspecto dos anos 80 até os dias de hoje?

Ricardo: Quem viveu os anos 80 sabe que tudo era realizado com muita raça, afinal não tínhamos muitos recursos. A coisa hoje está muito diferente em todos os aspectos, aparelhagem, instrumentos, etc... Em termos de sonoridade, a gente quer tocar as músicas dos anos 80 mantendo o som e a pegada que rolava na época, afinal é isso que o público espera ouvir, mas nas novas composições a gente quer manter essa sonoridade que fez com que o MUTILATOR ganhasse respeito de todos os bangers, mas como temos três músicos muito bons na formação atual, a gente quer fazer esse misto de anos 80 e também agregar coisas atuais, porém deixando bem claro que são ideias que não vão descaracterizar a sonoridade do MUTILATOR.

Como é o processo de criação de letras e composição das músicas?

Ricardo: Eu curto muito escrever letras, tenho muitas que dariam para o MUTILATOR perfeitamente, mas eu acredito em trabalho em equipe e todos na banda são capazes de trazer ideias muito fodas. Nós vamos explorar essa criatividade de todos os membros da banda.


"Immortal Force” e “Into the Strange” foram materiais importantes no mundo do Metal nacional. Qual foi a repercussão que estes álbuns tiveram no exterior? 

Ricardo: O “Immortal Force” alcançou números mais expressivos, tanto que se tornou um clássico com inúmeros relançamentos de diversas gravadoras no exterior. Eu particularmente gosto dos dois discos, acho que cada um tem a sua importância na história do metal nacional e mundial, apesar de terem propostas bem diferentes.

Como está a agenda de shows atualmente e quais os planos futuros da banda?

Ricardo: Vamos retornar aos palcos a partir de maio de 2020 com dois shows, um em Curitiba e outro em Joinville. Nós estamos abertos a convites, queremos tocar bastante pelo Brasil no ano de 2020, e quem sabe receber também alguma proposta de shows no exterior.

O Underground mineiro sempre foi um celeiro rico e promissor. Como está isso nos dias atuais?

Ricardo: Creio que como em todo Brasil, Minas Gerais continua nos presenteando com ótimas bandas. A cena mudou muito em relação aos anos 80. Naquela época a galera ia mesmo aos shows, mas nos dias atuais, até mesmo pela facilidade de informações, mundo globalizado, muita gente tem certa preguiça de ir a shows. Quanto às bandas, vejo as mineiras atuais cada vez melhores, cada vez mais profissionais, se preocupando com o grupo nos mínimos detalhes, desde a sonoridade até a imagem, publicidade, etc... 

Agradecemos demais a participação de vocês em nosso espaço. Uma honra imensa. Por favor, deixem um recado para seus fãs e seguidores.
 
Ricardo: Eu que agradeço a oportunidade e deixo aqui o meu abraço a todos os leitores do VIOLENT NOISE em nome do MUTILATOR.

Fotos: Arquivo da Banda






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